Como proteger seus filhos dos mosquitos!
Como proteger seus filhos dos mosquitos!

O calor registrado em todo o Rio Grande do Sul em janeiro tem ocasionado a proliferação de mosquitos, de diversos tipos. Moradores de regiões que não registravam a presença destes insetos, agora relatam o aparecimento. Além da preocupação com o incômodo das picadas, principalmente nas crianças alérgicas, há também o temor com as doenças que algumas espécies de mosquito transmitem, como a dengue, zika vírus, febre amarela, entre outras.
O blog conversou com a pediatra Lia Brasil, que organizou uma série de dicas para os pais e familiares de como proteger os pequenos, e como proceder em caso de picadas.
Proteção contra as Picadas
- Prefira vestir as crianças e bebês com roupas de tecidos de trama mais fechada, mais grossos. Se possível, use roupas com mangas longas e calças compridas.
- Evite roupas escuras e muito coladas ao corpo.
- Algumas roupas já têm substâncias repelentes. (Confira mais informações neste post da Giane Guerra)
- Evite uso de perfumes, pois ele atrai alguns insetos.
- No período do nascer e do pôr do sol, as janelas devem ficar fechadas. Use telas e mosquiteiros.
- O ar condicionado ajuda a manter os mosquitos afastados.
- Alguns produtos podem ser usados nas roupas e nas telas das janelas, consulte seu médico sobre esta possibilidade.
- Repelentes elétricos e líquidos podem ser usados próximos das janelas e portas, tomando cuidado para que as crianças não peguem de forma acidental.
- Aparelhos ultrassônicos ou que emitem luzes não têm eficácia comprovada.
- Desinsetização de casas e apartamentos por empresas especializadas também é indicado.
Uso de Repelentes
O repelente, apesar de seguro de seguro se usado corretamente, é uma substância química e pode causar reações alérgicas ou intoxicações na criança quando usado em excesso, ou sem orientação médica. Acompanhe as orientações da pediatra Lia Brasil:
- É recomendado o uso em regiões com o maior número de insetos: praia, áreas verdes, lagos, etc.
- Não usar durante o período do sono.
- Nunca deixar a criança aplicar no corpo, pois pode esfregar nos olhos, ou colocar a mão na boca.
- Não aplicar na face ou em áreas com ferimentos.
- Assim que não for mais necessário, o repelente deve ser retirado com um banho com água e sabonete.
- Em locais muito quentes (acima dos 40 graus), ou em crianças que suam muito, reaplicar conforme a orientação do fabricante.
- Não aplicar junto com hidratantes ou protetores solares, pois os repelentes podem diminuir o efeito protetor. Pode-se aplicar o protetor solar 20 a 40 minutos após o uso do repelente.
- Para crianças, a apresentação em loção cremosa é mais segura do que em spray.
ATENÇÃO – Orientação de uso conforme a faixa etária e tipo de repelente:
- Os repelentes são indicados para crianças acima de 6 meses. Abaixo desta idade não há estudo sobre segurança e eficácia.
Acima de 6 meses:
- é indicado repelente do tipo IR3535, 1 vez ao dia, proteção dura 4 horas.
Acima de 2 anos:
- Repelente tipo DEET: quanto maior a concentração da substância, mais longa a duração da proteção. No Brasil, há disponível em concentrações menores do que 10%.
- Repelente Icaridina: permite aplicações mais espaçadas, é mais potente contra o Aedes aegypti.
- Óleos Naturais: por evaporarem rápido, protegem por pouco tempo.
Entre 2 e 7 anos: usar até 2 vezes ao dia.
Acima de 7 anos: usar até três vezes ao dia.
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E se a criança já foi picada?
A picada de insetos pode causar dor e desencadear uma reação alérgica. Conforme a pediatra Lia Brasil, a maioria das reações é leve, com sintomas como coceira, vermelhidão, e inchaço. Estes sintomas somem em alguns dias. Mas como as picadas costumam incomodar os pequenos, a pediatra orienta o que fazer:
- Lavar a área afetada com água e sabonete neutro.
- Uma compressa fria pode diminuir a dor e o inchaço.
- Analgésicos podem aliviar a dor. Consulte seu pediatra. Assim como para o uso de cremes tópicos para o alívio da coceira.
- O uso de antialérgico pode ajudar no controle das reações em caso de criança alérgica, mas use somente com orientação do pediatra.
ATENÇÃO: Quando procurar um médico ou uma emergência???
Em caso de reações alérgicas intensas:
- Dificuldade para respirar
- Inchaço nos lábios ou garganta
- Náuseas ou vômitos
- Tontura ou desmaio
- Urticária
