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Prefeitura faz novo corte e admite paralisação de obras na Capital

Prefeitura faz novo corte e admite paralisação de obras .

Prefeitura faz novo corte e admite paralisação de obras na Capital

A prefeitura de Porto Alegre anunciou, nesta quinta-feira (12), novos cortes no orçamento e admite que haverá paralisação de obras. No total, o Executivo pretende contingenciar mais de R$ 130 milhões em 2016 - R$ 67 milhões que já foram cortados em janeiro e outros R$ 64 milhões até o fim do ano. A Secretaria Municipal de Obras e Viação será a mais atingida, com corte de R$26 milhões.

"É impossível não termos prejuízos, pois várias ações que estavam sendo planejadas, tanto em obras como serviços, terão que ser cortadas", explica o prefeito José Fortunati. 

O prefeito citou como exemplo as ciclovias. Segundo ele, será difícil alcançar a meta prevista de completar 50 km de ciclovias até o fim do ano. Os trechos que dependiam de recursos da prefeitura foram suspensos. Serão mantidas apenas as obras realizadas por parcerias privadas. O início da duplicação da Avenida Edgar Pires de Castro, previsto para iniciar ainda neste ano, também terá que ser suspenso, segundo ele. 

A pasta da Saúde será a única que não terá cortes. A Educação, porém, terá redução de R$ 716 mil no orçamento, que afetará horas-extras de professores, obras ainda não iniciadas, entre outros investimentos. Fortunati garante, porém, que os serviços essenciais dessas áreas não serão afetados. 

O prefeito voltou a afirmar que a queda na arrecadação ameaça até mesmo o pagamento em dia da folha. "Se a crise continuar da forma que está, indiscutivelmente, teremos que parcelar os salários", destaca.

Ainda segundo ele, o executivo não poderá pagar o reajuste que está sendo pedido pelos municipários, de 9,28%, o que representa a recomposição da inflação. O dissídio dos servidores é no mês de maio e as negociações com a prefeitura ainda estão em andamento. A categoria ainda pede aumento do vale-alimentação de R$ 18,50 para R$ 25. 

O plano de contenção de despesas foi elaborado por um grupo de trabalho criado em março, quando a prefeitura publicou decreto cortando despesas em todas as áreas.