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Estudantes da UFRGS instalam "assaltômetro" após onda de roubos em faculdade

Estudantes criam assaltômetro após onda de roubos.

Estudantes da UFRGS instalam "assaltômetro" após onda de roubos em faculdade

O alto risco de assaltos fez alunos da Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) instalarem placas de avisos ao redor do campus, entre a Avenida Osvaldo Aranha e a Rua Sarmento Leite, em Porto Alegre. Uma delas foi apelidada de "assaltômetro" e tem a finalidade de contar os dias sem crimes na região.

A ideia partiu do Centro dos Estudantes Universitários de Engenharia (Ceue). O diretor financeiro, Mauricio Heberle, diz que o objetivo é pressionar os órgãos competentes do governo a aumentar o efetivo de policiais militares no local, especialmente à noite, quando há mais riscos para alunos, pedestres e motoristas que transitam pela região.

 

A placa que conta os dias sem assaltos está localizada na Rua Sarmento Leite, tem quatro dígitos e o número zero depois das frases: "Estamos estudando há 0 dias sem assaltos. Nosso recorde é de 0 dias". Abaixo, a seguinte mensagem: "Cada dia sem assalto é uma nova conquista". Há também outra placa, na esquina com a Avenida Osvaldo Aranha: "Evite andar com o celular na rua. Zona de assaltos".

Placa alerta pedestres sobre os riscos de andar com o celular em mãos em uma "zona de assaltos"Foto: Júlio Cordeiro / Agencia RBS

— A gente instalou várias placas com avisos depois de mapear a região e entregar um dossiê para a Brigada Militar. São alertas e dicas, como não andar com o celular nas mãos, exposto, e tentar caminhar dentro do campus. Essa que conta os dias sem assalto instalamos no domingo passado. Está começando a se tornar insuportável, vários alunos chegaram a cancelar aulas à noite por medo — afirma o estudante Mauricio.

Mobilizados por mais segurança, os alunos entregaram um dossiê com relatos de assaltos e estatísticas dos crimes na região. O documento foi recebido, segundo os estudantes, pelo capitão Nilton de Godoy, do 9° Batalhão de Polícia Militar (BPM). De acordo com o Ceue, o oficial informou sobre a falta de efetivo na Brigada Militar e a realocação de PMs para suprir demandas em toda a cidade e pediu, como medida de prevenção, que os estudantes andassem em grupos na saída das aulas, o que poderia desencorajar a ação de criminosos.

— Nosso planejamento está atento a essas questões. Já tomamos medidas que englobam horários específicos. Temos viaturas paradas em pontos estratégicos da região pela manhã e à noite. Infelizmente, não temos efetivo para colocar PMs na região 24 horas por dia — argumenta Godoy.