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Câmara aprova uma emenda para regulamentar Uber em Porto Alegre

Outras 55 emendas do projeto só devem ser votadas na segunda

Câmara aprova uma emenda para regulamentar Uber em Porto Alegre

Após mais de cinco horas de sessão, a Câmara de Vereadores aprovou na noite desta quinta-feira (29) apenas uma das 57 emendas para o projeto de regulamentação do serviço de aplicativos de transporte individual de passageiros, como o Uber, na cidade. A retomada da discussão foi marcada para segunda-feira (3), após o primeiro turno das eleições, no domingo (2), como ficou acordado pelos líderes partidários.

No plenário da Câmara de Porto Alegre, faixas contrárias ao serviço do Uber foram estendidas (Foto: Matheus Piccini/CMPA)
No plenário da Câmara de Porto Alegre, faixas
contrárias ao Uber (Foto: Matheus Piccini/CMPA)

A emenda aprovada permite a instalação de equipamentos de áudio e vídeo para gravação das viagens nos carros que trabalham com o uso dos aplicativos. Foram 16 votos a favor e oito contrários. Além dessa, uma outra emenda foi retirada pelo próprio autor.

A sessão no plenário Otávio Rocha começou pouco depois das 14h. Mais cedo, foram distribuídas 100 senhas para taxistas e outras 100 entradas para quem opera com aplicativos de transporte individual, para acompanhar a votação.

No plenário, foram estendidas faixas com manifestações contra o projeto. A discussão foi acompanhada com um reforço na segurança, com um esquema especial que contou com a presença Guarda Municipal e da Brigada Militar.

 
O projeto do Executivo municipal entrou em tramitação na Câmara em maio. Por volta das 15h40 desta quinta-feira, foi constatado quórum mínimo para dar início à votação. Antes, vereadores discursaram na tribuna sobre a proposta. Porém, na hora da votação, outros projetos passaram na frente.

O documento, assinado pelo prefeito José Fortunati, prevê a regulamentação do transporte individual de passageiros por aplicativos. No projeto, a prefeitura faz uma série de exigências para liberar o uso. Uma delas é a cobrança do Imposto sobre Serviços (ISS), que representa 5% do faturamento mensal do motorista, além de uma taxa de cerca de R$ 180 por mês.

Outra exigência é a identificação do carro. A ideia é que nenhum veículo do Uber passe despercebido pelo trânsito.

Além da identificação dos carros, o texto determina o acesso da prefeitura ao cadastro dos motoristas; vistorias obrigatórias semestrais; veículos com idade máxima de 5 anos e placas de Porto Alegre; um telefone disponível 24 horas para contato de passageiros e um endereço fixo da empresa na capital gaúcha.

Além do Uber, que opera em Porto Alegre desde 19 de novembro de 2015, a capital gaúcha já conta com outros aplicativos semelhantes como WillGo e Cabify.