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Arritmia cardíaca - Atenção com o coração de seu filho

Arritmia cardíaca - Atenção com o coração de seu filho

Arritmia cardíaca - Atenção com o coração de seu filho

Ser mãe e pai é estar vigilante 24 horas por dia. Não é apenas educar, alimentar, manter limpo, dar carinho… É estar atento ao que o corpo mostra, mesmo que às vezes seja uma mostra sutil. Hoje quero compartilhar uma experiência com minha filha e que serve de alerta a outros pais. Descobrimos há uns dias que a Sara tem arritmia cardíaca. Eu percebi que o batimento cardíaco dela era visível no pescoço (tem um vídeo no final deste post de uma das crises). Procuramos ajuda e descobrimos a doença. No caso dela, não é nada grave, mas precisa ser tratado. A pediatra cardiologista que trata a Sara, a Dra. Soraya Kalil, nos disse que isto ocorre por uma pré-disposição e se não tratar, pode gerar uma doença cardíaca grave. Ela alertou ainda, que muitos pais não percebem a doença no estágio inicial e quando procuram ajuda, a situação já está agravada.

Por isso, resolvi fazer o post, justamente para ajudar os pais a identificarem quando algo está errado. Conversei com o cardiologista pediátrico Alessandro Olszewski sobre arritmia cardíaca:

O que é arritmia?

Arritmias são alterações ou distúrbios do ritmo cardíaco. Ocorrem por alterações no sistema de condução ou lesões do próprio sistema.

É comum em crianças?

A incidência correta dos casos de arritmias em crianças é difícil de avaliar pois, existem poucos trabalhos neste assunto e muitas vezes pelos sintomas vagos e inespecíficos são subdiagnosticados. Alguns trabalhos dizem que a cada 250 crianças aparentemente saudáveis, uma tem algum tipo de arritmia. Outros trabalhos citam uma incidência de 24,4 crianças com arritmias para cada 100.000 nascidos vivos.

Que tipos de arritmias existem?

Dividimos as arritmias em bradicardias- frequências baixas- e taquicardias de frequências altas. Nestas duas divisões, existem uma série de tipos que variam em gravidade. Algumas tem boa evolução e até tendem a resolução espontânea e outras podem ser até fatais. Por isso o diagnóstico correto da arritmia, feito pelo cardiologista ou arritmologista, é fundamental para definir prognóstico e tratamento.

Como os pais podem perceber que tem algo errado?

Os sintomas variam conforme a faixa etária. Nos pequenos choro, desconforto é o mais frequente. Nos maiores que conseguem localizar e explicar o que estão sentindo, a dor torácica e palpitações é o que referem. Desmaios, síncope, devem ser investigados com cuidado. Arritmias potencialmente malignas podem iniciar com esta apresentação.

Como é o tratamento?

O tratamento pode ser através de: acompanhamento clínico e com exames complementares, medicamentos antiarritmicos, estudo eletrofisiológico com ablação e implante de marcapasso ou cardiodesfibriladores. O tratamento obviamente depende do tipo da arritmia.

O que causa a doença?

As causas possíveis podem ser: hereditárias ou pacientes com doença cardíaca estrutural. Dependendo do tipo, as arritmias podem ser controladas ou até curadas.

Os batimentos das crianças são mais rápidos que dos adultos. Como saber se está rápido demais?

Exato, quanto menor a criança maiores são as frequências cardíacas. Provavelmente, estando em arritmia, com frequência cardíaca alta, ou seja taquiarritmia, as frequências serão muito mais altas e tendem a ser fixas. Também deve apresentar sintomas, o que numa criança normal não apresentaria. O diagnóstico é fechado com um eletrocardiograma de repouso normal. Exame simples e barato.