Médicos anunciam paralisação para quarta e quinta nos hospitais de Porto Alegre
Médicos anunciam paralisação para quarta e quinta.

Em protesto pela proposta dos hospitais de 5% de reposição salarial, médicos e trabalhadores da saúde ligados ao Sindicato de Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa) prometem paralisar as atividades entre a quarta-feira e a quinta-feira. Os profissionais reivindicam o pagamento integral da inflação acumulada desde a data-base da categoria, de 9,5%. Segundo o Simers, será mantido o atendimento nas emergências e em setores que cuidam de pacientes em estado crítico, mas, nos demais serviços, o trabalho ficará restrito a 30% da capacidade.
No total, os hospitais vinculados ao sindicato somam 5,4 mil médicos, o equivalente a 41% do total de profissionais na área na Capital. As principais instituições afetadas são os hospitais de Clínicas, Conceição, Mãe de Deus, São Lucas da PUC e Moinhos de Vento. A expectativa do Simers é de que a adesão seja maior no Clínicas e no Conceição.
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Na manhã desta terça-feira, o presidente do Simers, Paulo de Argollo Mendes, concedeu entrevista para falar sobre a paralisação e disse que os hospitais têm sido intransigentes na negociação. Os profissionais ficaram ofendidos com a proposta da entidade patronal, de 3,5% de reposição imediata (sem retroatividade) e mais 1,5% em dezembro.
— Além de nos tirar o sangue, com jornadas excessivas de trabalho, os hospitais querem nos tirar a metade do que temos direito. Nos dói muito ter de chegar a uma medida extrema dessas, mas só chegamos a isso porque fomos empurrados pelo Sindicato dos Hospitais — queixou-se.
Para tentar resolver o impasse, o sindicato solicitou a mediação do Tribunal Regional do Trabalho. A audiência ocorrerá a partir das 14h desta terça-feira.
— Nossa orientação é de que as pessoas que não estiverem em condição grave, não procurem os hospitais. Quem tiver consulta marcada, pedimos que remarque. Não procurem os hospitais nos próximos dias, a não ser em caso de gravidade — orienta Argollo.
O diretor-executivo do SindiHospa, Tibiriça Rodrigues, crê que a audiência pode ajudar a se chegar a um acordo antes do início da greve.
— Esperamos encontrar uma solução que seja razoável para todos, sem prejudicar os internados — afirmou Rodrigues, sem garantir que nova proposta será feita durante o encontro.