Marchezan analisa retirar circulação de dinheiro nos ônibus da Capital
Medida seria utilizada para cortar custos e combater.

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior, pretende abolir o uso de dinheiro para pagamento das tarifas dos ônibus municipais. A intenção foi revelada durante reunião-almoço com líderes empresariais nesta quinta-feira (26).
Para tanto, ele afirmou que será preciso o uso de tecnologia para melhorar o sistema atual, permitindo a compra de créditos nos coletivos e a identificação facial dos usuários. “Aos poucos a gente vai avançar nisso (...) para que a gente retire um grande fator de motivação dos assaltos nos ônibus”, destacou.
Ele não deu prazo para a adoção do novo formato. Quanto a possíveis demissões, disse que os profissionais poderão ser realocados, mas admitiu que pode haver a redução de contratações futuras para a função de cobrador, situação criticada pelo Sindicato dos Rodoviários de Porto Alegre.
"Teria mais segurança, mas somos contra a qualquer demissão. O papel do cobrador não é só de cobrar a passagem, mas de auxiliar os passageiros", relata o vice-presidente da entidade, Sandro Abbade.
Nesta semana, o prefeito anunciou que a gestão da bilhetagem eletrônica na Capital ficará a cargo da prefeitura e não mais da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP).
Contas públicas
No mesmo evento, Marchezan falou que, a partir das medidas de contingenciamento já adotadas ou anunciadas, acredita que os primeiros resultados serão observados a partir de julho de 2018. No entanto, a regularização de pagamentos a fornecedores pode demorar mais.
“Pagamento em dia de servidores, só no final de 2018”.
TCE
Em relação às declarações do ex-prefeito José Fortunati (PDT), de que pediria o posicionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre os balanços financeiros mensais da prefeitura, Marchezan disse que também irá recorrer à Corte. O atual prefeito afirmou que pedirá auditorias especiais em órgãos com indícios de fraude.
O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU) será o primeiro. Mais dois serão escolhidos, mas não foram divulgados. Entre as estruturas cotadas para o controle, estão o Departamento Municipal de Esgotos Pluviais (DEP), a Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), a Carris e a EPTC.