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Secretário da Fazenda do RS diz que só 'mágica' para evitar encontro de folhas dos servidores

Giovani Feltes projeta que situação financeira do estado.

Secretário da Fazenda do RS diz que só 'mágica' para evitar encontro de folhas dos servidores

O secretário da Fazenda do Rio Grande do Sul, Giovani Feltes, afirmou nesta terça-feira (1) que as dificuldades financeiras do estado irão se agravar nos próximos meses, e não descartou o encontro das folhas dos servidores do Executivo, que têm os salários parcelados há 18 meses.

"Não tem a menor dúvida (...) Definitivamente deve acontecer nos próximos meses, a menos que tenhamos uma solução mágica, um ingresso de um recurso extraordinário que seja extremamente volumoso", afirmou Feltes em entrevista à Rádio Gaúcha.

Secretário da Fazenda, Giovani Feltes, explica detalhes do parcelamento dos salários dos servidores (Foto: Daniela Barcellos/ Palácio Piratini)Secretário da Fazenda, Giovani Feltes, explica detalhes do parcelamento dos salários dos servidores (Foto: Daniela Barcellos/ Palácio Piratini)

 Secretário da Fazenda, Giovani Feltes, explica detalhes do parcelamento dos salários dos servidores (Foto: Daniela Barcellos/ Palácio Piratini)

Na segunda-feira (31), o Piratini depositou R$ 650 aos funcionários e decidiu suspender o pagamento da parcela referente a julho da dívida com a União para creditar mais R$ 450, em duas faixas - uma de R$ 200 e outra de R$ 250.

No mesmo dia, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) entrou com uma liminar para que o Rio Grande do Sul não tenha as contas bloqueadas e nem seja inscrito nos cadastros de inadimplência.

"A gente tem a expectativa que talvez a gente possa, com essa medida cautelar, ter um resultado que nos seja favorável. O que acontece agora? A União tem o direito de bloquear as nossas contas. Isso aconteceu em 2015 também. Bom, ocorre que eles devem bloquear entre os dias 8, 9, 11, aí nos ganhamos o tempo para creditar esse volume maior", analisou Feltes.

De acordo com o procurador-geral do estado, Euzébio Fernando Ruschel, o pedido é dirigido à presidente do Supremo Tribunal federal (STF), ministra Cármen Lúcia, e a análise é aguardada com regime de urgência. Ele lembrou, inclusive, que o Rio de Janeiro adotou medida similar e obteve concessão de uma liminar para que não efetuasse pagamento da dívida e honrasse pagamentos essenciais.

"A ação tramita desde 2015. Nós tivemos, naquele ano, o pedido indeferido, e estamos pedindo uma reanálise para que seja deferida a liminar e o Rio Grande do Sul possa fazer frente a compromissos que não consegue honrar, cumprir, em função da crise financeira", explicou.

O governador José Ivo Sartori viajou a Brasília, onde irá apresentar para a bancada gaúcha, na Câmara, a situação financeira do estado e a importância de aderir ao regime de recuperação fiscal. O peemedebista também deve se encontrar com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

 

Histórico de parcelamentos

 

Desde fevereiro do ano passado, os salários dos servidores do Poder Executivo vêm sendo pagos de forma fatiada e consecutiva. Em 2015, também houve parcelamento, no início do governo Sartori, mas por dois meses.

Antes, a última vez em que os servidores tiveram os salários parcelados, havia sido em 2007, durante o governo de Yeda Crusius.