"A vaca apareceu de repente", diz agente funerário sobre a batida na estrada de Barra do Ouro
"A vaca apareceu de repente", diz agente funerário sobre a batida na estrada de Barra do Ouro

Após ter negado envolvimento no acidente, o agente funerário Luiz Carlos Silva Portela admitiu ser o condutor do carro funerário que colidiu com uma vaca enquanto levava os corpos das vítimas do acidente de rapel em Maquiné para Osório. Portela relata que teve um prejuízo de R$ 20 mil com a ocorrência.
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– A vaca apareceu de repente, em direção a nós, e não teve como escapar. Se não tivesse pegado em mim, pegaria no gol que estava vindo atrás, aí a coisa ia ser ainda mais feia – relata o motorista, que afirmou estar a uma velocidade de 40 a 50 km/h..
Ao falar com o dono da vaca na beira da estrada, Portela disse que perguntou porquê o animal não estava amarrado. Segundo ele, o dono teria alegado que a vaca estaria no cio e por isso estaria solta. O choque teria deixado o animal com duas patas quebradas.
– Fiz ocorrência policial para registrar o fato, pois terei que arcar com os prejuízos. Cheguei lá para conversar com o pessoal e os donos da vaca me receberam com uma faca na mão. Eu deixei assim – diz o agente funerário.
O proprietário da empresa informou que a Portela/São José realiza o trabalho de recolhimento de mortes agressivas de forma gratuita por meio de uma parceria com a Secretaria de Segurança do Estado. Segundo ele, nenhum valor teria sido pago por esse tipo de recolhimento.