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Meninas de 9 a 11 anos começam a ser vacinadas nas escolas contra o HPV

Meninas de 9 a 11 anos começam a ser vacinadas nas escolas contra o HPV

Meninas de 9 a 11 anos começam a ser vacinadas nas escolas contra o HPV

A partir desta segunda-feira, meninas de 9 a 11 anos podem se vacinar, de graça, contra o Papilomavírus Humano, vírus responsável pela doença sexualmente transmitida mais comum no mundo, e tumores benigno e maligno.

 

 

A faixa etária deste ano abrange um público ainda mais jovem, na fase da pré-adolescência. Em 2014, meninas de 12 a 14 anos receberam a dose. Quem não tomou a segunda dose da vacina no ano passado, pode fazer agora.

 

 

Em Santa Maria, a meta é que 5.489 meninas sejam vacinadas. A imunização é gratuita e acontecerá nas escolas municipais, estaduais e privadas. Nas salas de vacina dos postos de saúde também haverá vacinação, mas segundo a prefeitura, o foco é nas escolas. Por isso, equipes da Secretaria de Saúde percorrerão os colégios.

 

 

Abaixo, confira as escolas atendidas nesta semana e um tira-dúvidas sobre a vacina.

 

 

Cronograma


As escolas que receberão a vacina nesta semana:

 

Segunda-feira, dia 9


Intendente Manoel Ribas — Manhã e tarde

Zenir Aita — Manhã

 

Terça-feira, dia 10


Lidovino Fanton — Manhã e tarde

Professora Hylda Vasconcelos — Manhã

Quarta-feira, dia 11


Dom Luiz Victor Sartori — Manhã

Indígenas Kaingang — Manhã

Quinta-feira, dia 12


João Link Sobrinho — Manhã

Sexta-feira, dia 13


Escola Santa Catarina — Manhã

 

A vacina

O que significa HPV?


É a sigla em inglês para Papilomavírus Humano, vírus que causa a doença sexualmente transmitida mais comum no mundo, causando tumores benignos e malignos. Existem mais de 100 tipos de HPV, sendo que 16 têm potencial para causar câncer.

Qual a incidência?


Estima-se que mais de 70% das mulheres entrarão em contato com o HPV ao longo da vida.

Quem tem HPV terá câncer?


A maioria não. A infecção pelo HPV é muito frequente, mas costuma ser transitória. Entre 60% e 70% dos casos das pessoas contaminadas eliminam o vírus espontaneamente.

 

A vacina protege contra todos os tipos de HPV?


Não. Protege contra quatro tipos, dois capazes de provocar câncer e dois relacionados ao aparecimento de verrugas. Os tipos 16 e 18, cobertos pela vacina, estão presentes em 70% dos casos de câncer do colo do útero.

Como será a implantação da vacina?


A vacinação contra o HPV se dará pelo esquema estendido: em 2014, o alvo eram adolescentes na faixa de 11 a 13 anos; neste ano, na faixa de nove a 11 anos; e, em 2016, as de nove anos. Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo a segunda seis meses depois da primeira, e a terceira, cinco anos após a primeira dose.

 

Por que o Ministério da Saúde adotou este esquema?


O ideal é que a vacina seja aplicada antes do início da vida sexual. Nas meninas não expostas aos tipos de HPV 6, 11, 16 e 18, segundo o Ministério da Saúde, a vacina tem eficácia de 98,8%.

Como a vacina é administrada?


Por injeção intramuscular - injeção de apenas 0,5 mL em cada dose.

Quem faz a vacina pode deixar de fazer o Papanicolau?


Não. A vacinação é uma ferramenta de prevenção primária e não substitui o rastreamento do câncer de colo do útero em mulheres na faixa etária entre 25 e 64 anos. É importante manter a realização do exame preventivo (Papanicolau), pois as vacinas protegem apenas contra dois tipos de HPV que provocam câncer, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero.

Mesmo vacinada, será necessário utilizar preservativo durante a relação sexual?


Sim, pois é imprescindível manter a prevenção contra outras doenças transmitidas por via sexual, como HIV, sífilis, hepatite B, etc.

A camisinha é suficiente para proteger contra o HPV?



Nem sempre, porque o HPV pode estar alojado em regiões em que a camisinha não alcança, como o saco escrotal e a região anal.

A vacina contra HPV pode ser administrada ao mesmo tempo com outra vacina?

 


A vacina HPV pode ser administrada simultaneamente com outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, sem interferências na resposta de anticorpos a qualquer uma das vacinas. Quando a vacinação simultânea for necessária, devem ser utilizadas agulhas, seringas e regiões anatômicas distintas.