Viciado em tecnologia? Quatro atitudes que fazem acender o sinal amarelo
Viciado em tecnologia? Quatro atitudes que fazem acender o sinal amarelo

Ainda não é comum que pacientes cheguem ao consultório do terapeuta se queixando do vício em tecnologia ou nas tantas plataformas digitais disponíveis. Pelo menos não como assunto principal. Mas profissionais já percebem a ansiedade dos pacientes em ter que desligar aparelho por 40 minutos ou uma hora de sessão. Veja o sentimento observado em clínica pela psicóloga Simone Bampi*.
“Se eu não estou conectado o tempo todo, parece que eu estou perdendo algo, parece que eu estou deixando algo de lado que eu deveria estar fazendo, porque é tudo muito rápido, muito instantâneo. Só em me dar conta disso já gera muita ansiedade” exemplifica Bampi. “E aí a gente tem que fazer um contraponto, porque as pessoas também podem acabar se desconectando de si mesmas. Eu tô tão conectada para fora com esse excesso de informação que eu me desconecto comigo mesma, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos”, acrescenta.
A partir disso, confira quatro sinais que merecem atenção sobre o grau de dependência em tecnologia:
SINAL AMARELO
1. Quando a pessoa fica muito ansiosa para estar conectada e olhar suas mensagens, sem conseguir postergar esse momento.
EXEMPLO: interromper o banho para espiar as mensagens que chegaram ou retornar uma ligação.
2. Quando a tecnologia controla a pessoa e não a pessoa controla a tecnologia. Necessita estar conectada o tempo todo, caso contrário, sente-se em falta, como se estivesse perdendo algo vital e essencial para sua vida.
EXEMPLO: mesmo durante a noite ou madrugada acordar para ver notificações.
3. Quando a pessoa sente-se dependente da tecnologia.
EXEMPLO: necessitar do aparelho (celular, tablet…) e na falta dele apresentar sintomas físicos como sudorese e taquicardia.
4. Quando a pessoa dá mais relevância para as relações virtuais, do que para as presenciais.
EXEMPLO: isolar-se socialmente e manter, praticamente, apenas as relações virtuais.
SINAL VERMELHO
Busque ajuda se perceber que depende exclusivamente da tecnologia para se relacionar com as pessoas e não tem nenhuma convivência social para além do campo tecnológico.
* Os sinais foram construídos com a colaboração da psicóloga Simone Bampi, mestre em inclusão social e conselheira do Conselho Regional de Psicologia.