Proprietários de imóveis tombados investem na reforma das construções
Proprietários de imóveis tombados investem na reforma das construções

Quando bem conservadas, construções históricas chamam a atenção não apenas pela beleza que trazem às ruas onde estão localizadas, mas também pela memória afetiva que despertam. Na terça-feira, Zero Hora questionou o descuido com importantes prédios históricos e retratou a série de motivos que os levam a ruir em pleno centro de Porto Alegre. A seguir, seguem três exemplos de como é possível preservar o valor cultural e arquitetônico da cidade.
Prédios históricos sofrem com o descaso no centro de Porto Alegre
Uma das casas que mantêm a arquitetura original e sua história está na Rua Fernando Machado. Entre os sobrados geminados que formam o antigo casario do renomado comerciante Antônio Chaves Barcellos Filho, um esconde bem os quase cem anos que tem.
Quando ZH bateu à porta do número 506, uma construção amarela, de três andares, duas jovens atenderam. E logo mandaram entrar. Elas estão acostumadas com visitas de curiosos, estudantes de arquitetura e interessados pela história. Mas nem sempre foi assim. Clarissa Rossarola, 35 anos, lembra o que sentiu há mais de duas décadas, quando, com a mãe e a irmã, deixou Caxias do Sul para morar “naquela casa velha”.
— Chorei assim que entrei. Imagina abrir a porta e ver tudo destruído, caindo aos pedaços, com roupas de antigos moradores penduradas por todo canto. Enquanto eu me desesperava, minha mãe, que é artista plástica, olhava para a estrutura e se animava imaginando como tudo ficaria — recorda Clarissa.