1. Início
  2. Notícias
  3. Leitura

Com área reservada, restaurante do DF oferece petisco e cerveja para pets

Com área reservada, restaurante do DF oferece petisco e cerveja para pets

Com área reservada, restaurante do DF oferece petisco e cerveja para pets

O apreço pela ideia de ter toda a família em volta da mesa inspirou um chef italiano a abrir um restaurante em Brasília que permite aos clientes desfrutar das tradicionais receitas das mammas e nonnas na companhia de pets. A presença de cães e gatos é restrita à área externa, e eles têm direito a mordomias: petiscos e uma cerveja própria e não alcoólica no sabor carne. De acordo com o chef Ville Della Penna, pelo menos 15 animais de estimação passam pelo local toda semana.

"A ideia da mesa pet surgiu para o cliente compartilhar com o seu bichinho a experiência em nosso local. Como uma mesa bem italiana, com todos em volta dela, toda a família. Isso eu particularmente adoro, essa confusão italiana, sabe?", brinca o profissional.

O mais interessante é ter um cardápio para eles. Não fica aquela coisa tão desagradável, de eles só estarem ali. Quando você está no restaurante e eles ficam lá só sentados olhando, não é tão legal quanto eles poderem participar"
Gustavo Fedosseff,veterinário e cliente.

As refeições dos "cãopanheiros" são compradas em casas especializadas e servidas em recipientes descartáveis, para garantir que não haja contaminação entre eles e transmissão de doenças para humanos. A unidade da Dog Beer, servida em uma embalagem semelhante à das cervejas comuns, é vendida a R$ 13. Os petiscos custam aproximadamente R$ 15.

Os clientes são orientados a manter os animais sempre de coleira. Por causa do serviço diferenciado, o Piccolo Emporium, que surgiu há seis meses e funciona dentro de uma galeria em Águas Claras, já sediou um encontro de 13 cães da raça golden retriever.

"Foi bem legal a bagunça", lembra Penna, acrescentando que não pretende expandir o cardápio para animais. "Lá é um restaurante para humanos que por acaso aceita pets. Isso eu gosto de esclarecer sempre."

Donos posam com cães na entrada de restaurante de Brasília que oferece petiscos e cerveja própria para pets (Foto: Piccolo Emporium/Divulgação)Donos posam com cães na entrada de restaurante de Brasília que oferece petiscos e cerveja própria para pets (Foto: Piccolo Emporium/Divulgação)

Dono do cão Barolo, um springer spaniel de 3 anos, e apaixonado por animais, ele diz acreditar que o diferencial do restaurante é permitir uma convivência mais democrática. "Na verdade não tinha a ideia de levar ele comigo a todos os lugares, mais por ele mesmo do que por mim. Mas gosto da ideia de, se achar conveniente, poder levar."

A ideia também fascinou o comerciante Felipe Mamare Ribeiro e a mulher dele, Mariana. O casal, que tem um bulldog francês de 6 meses chamado Chivas, conta que costuma ir toda semana ao local. O restaurante funciona de terça a sexta entre 16h e 22h, aos sábados das 11h às 23h e aos domingos entre 11h e 16h.

"Levo lá porque eu já era cliente antes de ter o cachorro, e, como lá aceita animais, não preciso deixar o Chivas sozinho em casa. Assim podemos ficar mais tempo na rua sem ter pressa pra voltar", afirma Ribeiro.

O veterinário Gustavo Fedosseeff tem nove cachorros e já levou três deles ao estabelecimento. Só o rottweiler Orion, de 6 anos, já acompanhou o "pai" em três ocasiões.

Para o dono, a experiência é diferente das opções tradicionais e proveitosa. "O mais interessante é ter um cardápio para eles. Não fica aquela coisa tão desagradável, de eles só estarem ali. Quando você está no restaurante e eles ficam lá só sentados olhando, não é tão legal quanto eles poderem participar."

O chef Ville Della Penna no balcão do Piccolo Emporium, em Brasília (Foto: Raquel Morais/G1)O chef Ville Della Penna no balcão do Piccolo Emporium, em Brasília (Foto: Raquel Morais/G1)

A administradora Ana Paula Leite Sousa vai ao restaurante uma vez por mês e diz que, mesmo sem ter animais de estimação, aprova a ideia do chef italiano. Ela garante que nunca se sentiu incomodada com a presença dos bichos. Nunca houve briga no local.

"Achamos a ideia sensacional, uma oportunidade para as famílias saírem de casa com a turma completa. Um diferencial entre os restaurantes de Brasília", afirma. "[Quando tinha cachorro] Sentia muita falta de lugares assim, para curtir e aproveitar meu tempo com ele. Quem tem um animal de estimação sabe a importância de estar junto, presente e com ele participando das atividades em família."