Fazer compras fora de Porto Alegre pode render bons descontos
Fazer compras fora de Porto Alegre pode render bons descontos

Em tempos de inflação, vale qualquer esforço para economizar. O consumidor que não se importar em fazer as compras um pouco mais longe das regiões centrais das grandes cidades pode encontrar preços bem mais atrativos, como mostra a reportagem do RBS Notícias (veja o vídeo).
Na contramão dos preços altos de muitos alimentos encontrados ao redor do centro de Porto Alegre, por exemplo, mercados dos bairros da periferia e de cidades da Região Metropolitana cobram preços mais baixos por vários produtos, principalmente alimentos.
É o caso de um mercado visitado pela reportagem no bairro Mathias Velho, em Canoas. O quilo do feijão preto está custando, em média, R$ 4,48 nos supermercados, segundo a Associação Gaúcha dos Supermercados (Agas). Lá ele sai por R$ 2,69. A cebola, que está R$ 6,13 em média, saiu por R$ 5,99.
Dá para fazer economia também com a carne. A gerente comercial Dienifer Barcelos comprou paleta, fez as contas e saiu ganhando. “Essa paleta está um preço razoável, R$ 13,50. Semana passada estava por R$ 15”, diz ela.
Mas é no tomate que o consumidor consegue a maior economia. A pesquisa da Agas mostrou que o quilo, em média, está sendo vendido a R$ 6,52. Na Região Metropolitana, o preço do produto cai pra até R$ 1,99, dependendo da variedade do tomate.
Com o preço que pagaria por um quilo no Centro de Porto Alegre, por exemplo, o consumidor conseguiria levar para casa dois quilos a mais de tomate em Canoas. É não porque o preço está mais barato que o produto está mais barato que o produto não tem qualidade.
Sempre que pode, a recepcionista Neusa Garcia faz compras mais longe de casa. “Eu sempre venho buscar pão e frutas aqui. Às vezes, pego presunto e queijo aqui. Vale a pena. A gente come melhor, faz as coisas com mais calma, com mais grana”, recomenda ela.
A Agas explica que as variações de preços são por causa dos fornecedores e do clima, que influencia na produção de alimentos. A dona de um comércio diz que busca a mercadoria na Ceasa, em Porto Alegre.
“A gente tem certa afinidade com fornecedores e às vezes quando o produto está muito em alta, a gente bota pouco menos de margem para não ficar pesado para o pessoal”, diz a comerciante Flávia Lima, proprietária de um pequeno mercado.