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CEEE corre risco de perder concessão federal para distribuir energia no RS

CEEE corre risco de perder concessão federal para distribuir energia no RS

CEEE corre risco de perder concessão federal para distribuir energia no RS

A Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) corre o risco de perder a concessão para distribuir energia elétrica no Rio Grande do Sul. A informação foi publicada na edição desta segunda-feira (15) do jornal Zero Hora. Para evitar essa situação, algumas medidas terão de ser tomadas, como mostra reportagem do Jornal do Almoço, da RBS TV (veja o vídeo).

No dia 3 de junho, o governo federal publicou as condições que serão exigidas para renovar a concessão das distribuidoras de energia cujos contratos vencem a partir de 2015. O decreto, assinado pela presidente Dilma Rousseff, determina que, em contrapartida à prorrogação de seus contratos, as empresas terão que melhorar a qualidade do serviço prestado aos consumidores. Entre elas, está a CEEE-D

"Não se trata de um conjunto de novas medidas. Se trata, sim, de cumprir as medidas as quais, pela análise da Aneel, não são cumpridas ultimamente", explicou o presidente da empresa, Paulo de Tarso Pinheiro Machado.

As exigências incluem melhoria nos indicadores de qualidade (duração e frequência de interrupções de energia elétrica).

"As regras são basicamente as seguintes: a redução nas interrupções de energia ao consumidor e a frequência delas [interrupções]. Além disso, [reduzir] os indicadores econômico-financeiros, ou seja, despesas as quais a tarifa não cobre e que precisam ser reduzidas", detalha o presidente.

Ao todo, cerca de seis milhões de gaúchos são atendidos pela CEEE. Cerca de 34% do território do estado é abastecido pela empresa.

Decreto de concessões
O decreto publicado na semana passada determina que as empresas terão que melhorar a qualidade do serviço prestado aos consumidores, em contrapartida à prorrogação de seus contratos.

De acordo com o texto, as distribuidoras que aceitarem as condições impostas e assinarem a renovação terão prazo de cinco anos para cumprir as exigências, que passam por maior eficiência na gestão da concessionária e racionalidade na operação. Além de mais qualidade, o governo espera que isso leve à modicidade tarifária, ou seja, barateamento das tarifas.

Nesse prazo de cinco anos, as distribuidoras terão metas anuais a perseguir. A melhora no serviço será avaliada por meio de indicadores de frequência e de duração média das quedas de energia (apaguinhos) na área de cada concessão.

Ao todo, 42 contratos de concessão vencem entre 2015 e 2017 e são alvo do decreto publicado nesta quarta. Dessas, 36 vencem neste ano.