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Estudantes do RS criam aplicativo para ajudar imigrantes a se adaptarem

App oferece informações para imigrantes

Estudantes do RS criam aplicativo para ajudar imigrantes a se adaptarem

A Serra do Rio Grande do Sul comemora 150 anos da imigração italiana em 2015, ano que, coincidentemente, tem sido marcado pela chegada de diversos grupos de haitianos e senegaleses ao estado em busca de oportunidades de emprego e de uma vida melhor. Pensando nisso, um grupo de estudantes de um curso técnico de informática em Bento Gonçalves desenvolveu um aplicativo de celular que vai facilitar a adaptação de quem chega.

O Helping Hand, aplicativo gratuito para celulares com a plataforma Android, oferece informações como telefone úteis, endereços de hospitais, locais de abrigo, entidades com aulas de português e até mesmo locais para validação de diploma. É possível fazer o download no Google Play. Mais informações podem ser obtidas no site www.helpinghandapp.com.br.

O aplicativo tem versões em português, árabe, inglês, espanhol e francês e o usuário só precisa selecionar o estado e a cidade para ter acesso às informações. "Temos até hoje quase 700 entidades cadastradas e a gente pretende expandir esse número para poder abranger mais estados do Brasil. Hoje é mais São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná", explica Luana Lazzarotto Bianchi, uma das estudantes responsáveis pelo projeto.

Reconhecimento internacional
O sucesso da ferramenta é tão grande que já está sendo reconhecido por pessoas que lidam diariamente com refugiados. O grupo recebeu um recado da brasileira Nathalia Quintiliano, que trabalha em missões internacionais pela ONU na fronteira da Síra com a Turquia.

"Fiquei orgulhosa de saber que as meninas tão novas estejam tão engajadas numa crise que é mundial. E o nosso país vem participando de uma maneira cada vez mais positiva ao ajudar a integrar os refugiados", comemora Nathalia.

O haitiano Wilfrid Julsmiste chegou há dois anos ao Brasil e elogia a iniciativa das estudantes. Formado em direito, o imigrante conta que teve dificuldade em encontrar trabalho em sua área de atuação. "Se você não tem uma pessoa que está esperando para dar informação, é difícil. Tem que saber onde tem aula de português, informação de polícia. É bom para nós. Nos sentimos mais acolhidos com as meninas que tem essa iniciativa", revela.

O reconhecimento também é comemorado pelas estudantes que desenvolveram o aplicativo. "Isso é muito bom, porque você sabe que todo o trabalho que teve ao longo desse tempo realmente ajudou. Não importa se foram uma ou duas pessoas, poder ajudar alguém que passa necessidades é muito gratificante", diz Aline Weber.