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Governo retira 'urgência' de projeto que prevê extinção da FZB no RS

Pedido de retirada do regime de urgência foi protocolado.

Governo retira 'urgência' de projeto que prevê extinção da FZB no RS

O governo do Rio Grande do Sul protocolou na Assembleia Legislativa nesta última quinta-feira (27) o pedido de retirada do regime de urgência da matéria que prevê a extinção da Fundação Zoobotânica. A medida está entre os projetos para diminuir a crise no estado. A decisão de ampliar o debate sobre a FZB ocorreu após questionamentos de deputados estaduais e entidades de diversos setores.

Ativistas realizam abraço simbólico contra fechamento da Fundação Zoobotânica do RS (Foto: Josmar Leite/RBS TV)
Protestos pedem que FZB não seja extinta
(Foto: Josmar Leite/RBS TV)

Desde o dia 6 de agosto, quando o governo anunciou o projeto, apoiadores da fundação vêm realizando protestos contra a extinção. O pacote do Piratini para diminuir a crise ainda propõe a extinção da Fundação de Esporte e Lazer (Fundergs) e da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps), sendo todas transferidas para administração direta, além da venda da Companhia de Silos e Armazéns (Cesa).

A secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Ana Pellini, vê a possibilidade de ampliar a avaliação da proposta como uma oportunidade para uma revisão mais profunda do sistema, incluindo outras estruturas vinculadas ao meio ambiente que hoje carecem de recursos humanos, tecnologia e agilidade nos serviços.

"Atendemos ao pedido dos deputados para que o tema possa ser aperfeiçoado pelas áreas ambiental, técnica e política do governo, sempre buscando alternativas que contribuam para o desenvolvimento do meio ambiente e de todo o estado", diz o chefe da Casa Civil do RS, Márcio Biolchi.

Sobre a FZB
A fundação administra o Museu de Ciências Naturais, o Jardim Botânico e o Zoológico de Sapucaia do Sul. Ela custa R$ 26 milhões por ano e é um dos alvos dos cortes do governador José Ivo Sartori para enfrentar a crise financeira.

Entre as atividades, está o monitoramento das espécies em extinção no estado. A fundação é a única que faz esse tipo de serviço e cria alternativas para que plantas, árvores e animais sobrevivam. Mas, segundo especialistas, se o projeto for aprovado na Assembleia Legislativa, o serviço deixará de existir com o fim do órgão.

O governo planeja fechar a fundação e assumir parte das atividades, fazer convênios com universidades e repassar a administração do zoológico para a iniciativa privada. O projeto de lei entregue por Sartori à Assembleia Legislativa prevê a demissão dos 200 funcionários da fundação. Mas o governo diz que alguns podem ser remanejados para outras áreas.