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Com interurbano grátis em orelhões, moradores aproveitam para matar a saudade

Ligações para telefone fixo feitas em telefones públicos.

Com interurbano grátis em orelhões, moradores aproveitam para matar a saudade

Desde quinta-feira, as ligações interurbanas feitas de orelhões da Oi para telefones fixos passaram a ser gratuitas em 14 Estados — incluindo o Rio Grande do Sul. A notícia animou a estudante Lucilene Rodrigues de Carvalho, 40 anos, que vislumbrou a possibilidade de ligar mais vezes para a mãe, que mora no Estado de São Paulo — atualmente, ela telefona apenas duas ou três vezes por mês.

— É caro. De vez em quando ficamos 40 minutos falando, meu marido quer morrer — diverte-se.

Ela não hesitou em testar em um orelhão da Rua dos Andradas, e surpreendeu a dona Noêmia, que mora em Poá, cidade a 35 quilômetros da capital paulista. Garantiu a ela que telefonaria mais vezes se achasse um orelhão perto de casa que funcione — conta que os dois telefones da sua rua estão quebrados.

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— Deu certo, a ligação estava muito boa, sem chiado. E alegrei o dia dela — conta a estudante.

Outro que prometeu ligar mais vezes para os pais foi o artesão Lucas Calebi Alves da Silva. E olha que no caso dele a distância nem é tão grande — Lucas trabalha no centro da Capital e os pais estão morando em Cachoeirinha, na Região Metropolitana —, mas o jovem não sabia que as ligações urbanas para telefone fixo nos orelhões da Oi já eram gratuitas desde abril. Desistiu de comprar um telefone celular depois que o seu aparelho foi roubado e já estava há dois meses sem falar com "os coroas" — devia um "feliz aniversário" atrasado ao pai.

— Os orelhões estão fazendo ligação de graça para residencial — contou ao seu Isaías pelo telefone. — Eu estou expondo do lado de um orelhão na Andradas, então vou te ligar todo o dia — garantiu.

Logo depois, tranquilizou o pai:

— Tô bem. Tô com saudades, só.

O engenheiro Civil Marcelo Elias Dillenburg, 35 anos, também aproveitou para ligar à mãe, Elter, em Foz do Iguaçu. Acredita que não vai usar com frequência o recurso — conta que costuma telefonar aos familiares de noite, período em que não seria seguro utilizar o orelhão.

— Nem todo mundo tem acesso a celular, é mais caro. Acho que é justo, as pessoas vão se beneficiar — opina.